O tema apresentado por Vera Tabach no World Summit 2020 na imprensa internacional:

O tema apresentado por Vera Tabach no World Summit 2020 na imprensa internacional:

 

Quero agradecer esta oportunidade que me foi dada pela UPF – Universal Peace Federation – para fazer parte deste grande evento histórico. Estou aqui na Coreia do Sul pela primeira vez.Quero agradecer a chance de expor algumas idéias nesta conferência de Midia Mundial, representando meu país, o Brasil. A Mídia tem um papel importante na comunicação entre os seres humanos. A falta de comunicação traz desentendimentos e semeia ressentimentos e guerras. Isso é válido em nível individual e também em nível de estado.
Nós ainda precisamos aprender nos comunicar.O tema de nossa exposição é Estado da indústria de Mídia e o impacto da inovação disruptiva.
Este é o fenômeno pelo qual uma inovação transforma um mercado ou setor existente através da introdução de simplicidade, conveniência e acessibilidade em empresas onde a complicação e o alto custo são o status quo.Quando um nicho de mercado já está defasado (ou se mantém numa constante, sem crescimento ou sem novidades) e parece desinteressante ou irrelevante, é surpreendido por um novo produto ou ideia, que redefine completamente a indústria. E nesse contexto, acontece uma inovação disruptiva.Computadores pessoais já foram disruptivos
Um exemplo clássico é o computador pessoal. Antes da chegada dos primeiros PCs, os mainframes prevaleciam na indústria de computação. Eles custavam muito caro e era preciso ter experiência em engenharia para operá-los.
A Apple, uma das pioneiras na computação pessoal, começou a vender seus primeiros computadores no final de 1970 e início de 1980, mas como um brinquedo para crianças. Nesse ponto, o produto não era bom o suficiente para competir com os mainframes, mas os clientes da Apple não se importavam, porque eles não podiam pagar pelos grandes computadores.
Assim, o PC era muito melhor do que a sua alternativa: nada. Pouco a pouco, a inovação foi sendo melhorada. E, dentro de alguns anos, o computador pessoal, menor e mais acessível, se tornou bom o suficiente para que ele pudesse fazer o trabalho exigido anteriormente pelos mainframes. A partir daí, surgiu um mercado novo – e enorme- que, finalmente, substituiu os grandes computadores.
“É importante lembrar que a ruptura é uma força positiva. Inovações disruptivas não são avanços de tecnologias que fazem bons produtos melhores; ao contrário, são inovações que tornam os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, tornando-os disponíveis a uma população muito maior”.
Os 3 elementos da disrupção
Como vimos, simplicidade, conveniência e acessibilidade são os pilares para que uma inovação seja considerada disruptiva. Vamos entender um pouco mais porque isso acontece?
Acessibilidade
A nova solução precisa ser adotada com facilidade pela sociedade, tanto em questão de preço quanto de usabilidade. Se ficar restrita à um pequeno grupo, ela não é capaz de transformar.
Tome a impressora 3D como exemplo: em 2007, os preços da tecnologia chegavam ao patamar US$ 40 mil, mas hoje existem modelos de apenas US$ 100. Embora seja revolucionária, a solução só é capaz de transformar mercados se for incorporada pela maior parte dos usuários.
Conveniência
Outro fator importante é a conveniência. Inovações são disruptivas quando capazes de solucionar problemas reais das pessoas. Elas devem promover o bem-estar.
O Segway é bom exemplo para entendermos a conveniência. O produto é uma espécie de patinete motorizado de duas rodas, que prometia revolucionar o transporte urbano. Era realmente inovador e foi aprovado por grandes empresários, como Jeff Bezos.
Acontece que a invenção enfrentou uma série de obstáculos. Legislações restritivas, falta de infraestrutura das cidades e desinteresse dos usuários foram apenas alguns deles. Hoje, o produto é usado por seguranças em shoppings.
Simplicidade
A simplicidade é o último pilar. Tenha certeza de que o design é algo mais importante do que imaginamos para a aceitação de uma inovação e, consequentemente, para o seu potencial disruptivo.
Uma boa ilustração nesse caso são os laserdiscs. Eles foram os primeiros discos ópticos com leitura de vídeo a serem lançados, 20 anos antes do DVD. Acontece que não eram nada práticos, pois tinham o tamanho de vinis, além de serem muito frágeis. Resultado: por conta disso, não foram bem recepcionados pelos consumidores.
Esperamos que todos estes experts juntos, possamos dar sugestões positivas para melhorar as formas de comunicação e minimizar os impactos negativos que ela pode produzir sobre nossas vidas.
Temos que aprender a manter o imutável e trabalhar corretamente com o que pode e deve ser mudado.
Muito obrigado mais uma vez pela oportunidade.
No final todos os jornalistas assinaram a proposta de formação de Mídia mundial a favor da Paz.

 

Texto: Vera Tabach
Presidente da ABIME Brasil

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