Conforto e paisagismo inspiram edição online da London Fashion Week

Conforto e paisagismo inspiram edição online da London Fashion Week

Ao contrário de desfiles com 20, 50 ou mais looks, um calendário de transmissões. Poetas declamando versos sobre as mudanças do mundo, estilistas compartilhando seu processo criativo, e videos de apologia ao comercio local.

Estas foram as ações que permearam a edição online do London Fashion Week, voltada para o Inverno 2020. O evento foi transmitido entre os dias 12 e 14 de junho, em um site diferenciado, e as transmissões permanecem disponíveis para visualização.

Fugindo das tradicionais catwalks (o que já era esperado que não se repetisse), o evento digital apostou em memórias, ambientes internos e espaços de trabalho dos  próprios criadores. Logo na primeira transmissão, o poeta e musico James Massiah declamou uma poesia abordando o lifestyle quarentena e contextualizando o modo como a alta moda pode atuar como terapia no contexto atual. Nos versos, descreve uma festa de duas pessoas, vestindo seus melhores trajes: “Eu em meu Clio Corset e você em um Bianca Saunders”.

Algumas transmissões foram coletivas, como a do Vídeo Mountain Street, o qual sinalizou uma das estratégias mais eficientes para a moda atual: a união. Nele, Rocksanda, Rouland Mouret e Erdem criaram uma apologia indireta ao retorno do consumo físico com valorização da moda local.

Quanto às tendências, o pijama, o caimento do hobbie e a terapia emocional do paisagismo foram mencionadas como inspirações direcionais nas coleções. Confira abaixo o resumo de algumas transmissões:

Erdem: Se inspirou no ballet, na musica clássica e nas orquídeas para ofertar vestidos vaporosos, elegantes e confortáveis. Propondo uma leitura serena e romântica do lifestyle da quarentena, a grife ofertou principalmente saias longas, blusas com golas renascentistas e peças estampadas em flor.

Rouland Mouret: Propões camisas com caimento de camisolas, e alfaiataria com fluidez de pijamas e hobbies. As conhecidas listras largas dos pijamas estamparam batas.

Rocksanda: Expôs o processo criativo que deu vida a estampas artesanais das peças que vão estar nas lojas – apostando no visual artístico e único para transmitir valor.

Lou Dalton: Discutiu sua marca com aqueles que trabalharam próximos a ele incluindo o diretor de fotografia Mark Neville.

Marques Almeida: Lançou uma nova marca, a reM’Ade e a apresentou através de um documentário expondo o processo criativo da nova marca, fundamentada na reciclagem. Mantendo seus estilos assimétricos e singulares, trabalhando babados e cortes amplos, o designer apresentou peças feitas de tecidos reaproveitados. Com muitos recortes e misturas de estampas, os padrões dos tecidos denunciaram claramente a procedência recuperada.

Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução

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