SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA COMEÇA TURNÊ

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA COMEÇA TURNÊ

Seguindo protocolos governamentais de enfrentamento à covid-19, espetáculos acontecem em Santa Bárbara d’Oeste e Jundiaí

São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, viaja este mês pelo interior paulista para a pré-estreia de sua mais recente obra: Umbó, de Leilane Teles. As apresentações são gratuitas e acontecem nas cidades de Santa Bárbara d’Oeste (13 e 14/8) e Jundiaí (20 e 21/8).

Primeiro trabalho original da coreógrafa baiana para a SPCD, Umbó busca refletir sobre como a arte do outro reverbera em cada um, evidenciando o papel da inspiração no processo de criação. O cantor e compositor Tiganá Santana, a cantora Virginia Rodrigues e o coreógrafo Matias Santiago são o ponto de partida da obra, que convida o público a apreciar e reverenciar as artes e trajetórias dessas personalidades, bem como os bailarinos em cena e os artistas envolvidos na concepção, como Teresa Abreu, que assina os figurinos, e Gabriele Souza, responsável pela iluminação.

Santa Bárbara d’Oeste

A São Paulo Companhia de Dança faz a reabertura do Teatro Municipal Manoel Lyra para espetáculos com público presencial nesta sexta (13) e sábado (14), às 19h30, em parceria institucional com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Santa Bárbara d’Oeste. A entrada é franca mediante reserva de ingressos pelo site www.ingressodigital.com. Seguindo os protocolos governamentais estabelecidos de enfrentamento à covid-19, será obrigatório o uso de máscaras pelo público e a ocupação da plateia estará limitada a 42% da capacidade total, garantindo o distanciamento entre as poltronas.

Em sua sexta passagem pela cidade, a SPCD abre o programa com Pivô, obra de Fabiano Lima eleita o terceiro melhor espetáculo de dança pelo júri do Guia da Folha de S.Paulo em 2016, ano de estreia da coreografia. A criação trabalha movimentos do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea ao som de composições brasileiras como O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896). Na sequência, os bailarinos apresentam o Grand Pas de Deux de Carnaval em Veneza, em versão de Duda Braz a partir da obra de Marius Petipa (1818-1910). Vibrante e virtuoso, esse duo clássico toma como inspiração os bailes de máscaras da Europa do século XVII. O encerramento fica por conta da pré-estreia de Umbó, de Leilane Teles.

Jundiaí

Em 20 e 21/8, às 20h, Jundiaí recebe a São Paulo Companhia de Dança pela sétima vez, no Teatro Polytheama, em uma parceria institucional com a Fundação Casa da Cultura e Unidade de Gestão de Cultura de Jundiaí. As duas apresentações são gratuitas, também com uso obrigatório de máscaras pelo público e ocupação da plateia limitada a 62% da capacidade total para garantir o distanciamento entre as poltronas em respeito às diretrizes governamentais de enfrentamento à Covid-19. Os ingressos devem ser reservados com antecedência pelo site www.sympla.com.br.

O programa abre com a Cia Jovem de Dança de Jundiaí estreando Link, de Alex Soares. Criada em 2013 para a Ribeirão Preto Cia de Dança, a obra ultrapassa as fronteiras do campo técnico para abordar a anulação da individualidade humana pelo coletivo. Em 2013, Link ganhou o Prêmio Denilto Gomes da Cooperativa Paulista de Dança como melhor criação coreográfica do ano.

Na sequência, os bailarinos da SPCD sobem ao palco para apresentar o Grand Pas de Deux de Carnaval em Veneza, em versão de Duda Braz, e a pré-estreia de Umbó, de Leilane Teles.

“É uma alegria voltar a encontrar o carinho do nosso querido público do interior do Estado de São Paulo, agora com a pré-estreia de Umbó, que revela o talento de uma jovem coreógrafa e fala sobre inspiração e representatividade. Estar no palco com um repertório assinado por artistas brasileiros demonstra a criatividade do nosso povo e a força da dança feita em São Paulo”, afirma a diretora artística e executiva da São Paulo Companhia de Dança, Inês Bogéa.

As apresentações são viabilizadas pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Itaú, apoio de CDF e realização da Associação Pró-Dança/São Paulo Companhia de Dança, Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Secretaria Especial da Cultura (Ministério do Turismo, Governo Federal).

Serviço

São Paulo Companhia de Dança – Pré-estreia de Umbó, de Leilane Teles

Santa Bárbara d’Oeste/SP

Programa: Pivô, de Fabiano Lima; Grand Pas de Deux de Carnaval em Veneza, versão de Duda Braz; pré-estreia de Umbó, de Leilane Teles

Datas: 13 e 14 de agosto de 2021

Horário: Sexta e sábado, às 19h30

Local: Teatro Municipal Manoel Lyra (Rua João XXIII, 61 – Centro – Santa Bárbara d’Oeste)

Capacidade física: 255 lugares

Entrada franca mediante reserva em www.ingressodigital.com

Jundiaí/SP

Programa: Abertura com Cia Jovem de Dança de Jundiaí em estreia de Link, de Alex Soares; Grand Pas de Deux de Carnaval em Veneza, versão de Duda Braz; pré-estreia de Umbó, de Leilane Teles

Datas: 20 e 21 de agosto de 2021

Horário: Sexta e sábado, às 20h

Local: Teatro Polytheama (Rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro – Jundiaí)

Capacidade física: 708 lugares

Entrada franca mediante reserva em www.sympla.com.br

Ficha técnica das obras da São Paulo Companhia de Dança:

Pivô (2016)

Coreografia: Fabiano Lima

MúsicasQuem sabe? (1859), cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Allessandrini, e Bailado dos Índios da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896), executada pela Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo, sob regência de Armando Bellardi

Iluminação: Guilherme Paterno

Figurino: Cássio Brasil

Duração: 17 minutos

A obra se vale de referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com músicas de Carlos Gomes, a coreografia traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, diz Fabiano. A obra foi premiada com o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança de 2016 pelo Guia da Folha de S.Paulo.

Grand Pas de Deux Carnaval em Veneza (2020)

Coreografia: Duda Braz, a partir de Carnival de Venise (1859), de Marius Petipa (1818-1910)

Música: Cesare Pugni (1802-1870)

Figurino: Marilda Fontes

Duração: 9 minutos

Grand Pas de Deux de Carnaval em Veneza traz para a cena um duo clássico vibrante e virtuoso. Criada originalmente em 1859 por Marius Petipa, com música de Cesare Pugni inspirada em temas da peça de Niccolò Paganini “Carnavale di Venezia” (Op. 10), essa obra faz parte do repertório clássico de grandes companhias de dança pelo mundo. A coreografia da SPCD toma como inspiração os bailes de máscaras da Europa do século XVII.

Umbó (Pré-estreia – 2021)

Coreografia: Leilane Teles

MúsicasNzambi Kakala Ye BikamazuMuloloki e Para a Poetisa Íntima, de Tiganá Santana, e Mama Kalunga, de Tiganá Santana na voz de Virgínia Rodrigues

Figurino: Teresa Abreu

Assistência de Figurino: Priscilla Bastos

Iluminação: Gabriele Souza

Duração: 20 minutos

Para conceber Umbó, Leilane Teles se baseia em uma premissa batizada por ela como “a criação do desejo”, que fala sobre o desejo de se tornar quem se quer ser a partir de determinada referência e como isso reverbera no corpo de cada um. Nesse sentido, o ato de ser inspirado também produz inspiração, gerando um ciclo infinito. O cantor e compositor Tiganá Santana, a cantora Virginia Rodrigues e o coreógrafo Matias Santiago são o ponto de partida de Umbó, que convida o público a apreciar e reverenciar as artes e trajetórias dessas personalidades, bem como os bailarinos em cena e todos os artistas envolvidos na concepção da obra.

Fonte: www.cultura.sp.gov.br

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