ABEOC, ABRACE e ABRAPE divulgam posicionamento sobre manutenção dos eventos

ABEOC, ABRACE e ABRAPE divulgam posicionamento sobre manutenção dos eventos

ABEOC, ABRACE e ABRAPE, associações da indústria de eventos, divulgaram nesta semana seus posicionamentos sobre a manutenção dos eventos no Brasil.

As cartas abertas chegam no momento em que os eventos começam a ser ameaçados novamente em virtude do aumento de casos de coronavírus no país causados pelo avanço da Ômicron.

Confira abaixo a integra da posição de cada entidade

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ABEOC BRASIL – Associação Brasileira de Empresas de Eventos

CARTA ABERTA DA ABEOC BRASIL AO SETOR DE EVENTOS, AUTORIDADES E POPULAÇÃO

Não podemos permitir revivermos março de 2020. Muito foi aprendido e demonstrado desde então para provar que eventos, como feiras e congressos, têm a organização e o controle necessários para garantir uma participação segura.

Nestes quase dois anos, percorremos um longo caminho. Nos unimos em prol da sobrevivência do setor, nos mobilizamos pelo socorro através das medidas emergenciais, conquistamos espaço e voz.

Asseguramos através dos eventos-testes que trabalhamos duro para criar ambientes monitorados, propícios para os negócios, a capacitação, para dar visibilidade a marcas e produtos, e não para a contaminação.

No pouco tempo que tivemos para a retomada do calendário fizemos a roda da economia voltar a girar, recompomos equipes e criamos novos postos de trabalho. E pasmem! Atestamos o que vínhamos bradando há meses sem descanso: Não tivemos aumento de casos por conta dos eventos corporativos.

Muito mais importante do que cancelar eventos – O QUE SOMOS TERMINANTEMENTE CONTRÁRIOS – é continuar o processo vacinal e manter os protocolos, como uso de máscaras e álcool em gel, que já mostraram sua eficiência. Temos visto um crescimento nas taxas de contaminação, mas essa não tem refletido no número de óbitos.

E mais: Mundo afora a opção tem sido manter a economia funcionando para não agravar, também, o desemprego e a miséria que cresceram com a pandemia. É um andar junto, consciente, em busca de novas soluções.

Como já pedíamos nos primeiros meses de 2020: É preciso separar o joio do trigo. O que realmente pode do que não pode. Estamos dispostos a contribuir para essa tomada de decisão.

O que não podemos e não vamos é ficar de braços cruzados esperando, novamente, o definhamento do setor de eventos e das 52 atividades que o compõem. Não há mais espaço para tal.

SIM ÀS VACINAS!

SIM À CIÊNCIA!

SIM AO SETOR DE EVENTOS!

SIM À RACIONALIDADE!

SIM À COERÊNCIA!

SIM À JUSTIÇA!

NÃO AOS CANCELAMENTOS!

ABRACE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS MONTADORAS E LOCADORAS DE STANDS

A ABRACE, no uso de suas prerrogativas legais e institucionais, vem, através deste, apresentar seu MANIFESTO, dirigido a todos os organizadores de feiras e eventos, conforme abaixo:

Vivemos tempos sombrios. A pandemia do Coronavírus parece ser um pesadelo sem fim. A corrida da vacina contra a alteração estrutural do vírus, pelo menos por ora, demonstra uma luta árdua.

O setor de eventos sempre se pautou pela segurança e saúde de todos. A preocupação abrangeu, desde o primeiro momento, a saúde de nossos funcionários e colaboradores, mas também do público dos eventos, nossa razão de ser.

A nova alteração do vírus, agora apelidado de Ômicron, tem levado alguns promotores de eventos a cogitar na alteração das feiras agendadas para o início de 2.022.

Respeitosamente, acreditamos que essa não é a melhor alternativa.

Em primeiro lugar, porque o setor de eventos já demonstrou, em diversas ocasiões (vide EXPO RETOMADA 1 e 2) a plena possibilidade da realização das feiras, desde que seguidos procedimentos e normas de saúde e segurança.

O próprio Governo do Estado de São Paulo, abalizando os cuidados procedimentais capitaneados pelo setor, permitiu o retorno das feiras.

A despeito do aumento no número de contaminados, não há, neste momento, qualquer sinalização sobre aumento de mortes. O “novo vírus”, embora mais contagioso, apresenta letalidade infinitamente menor.

Parar novamente os eventos seria, agora definitivamente, decretar a morte das empresas, dos empresários, e o desemprego generalizado. Não podemos permitir que isso aconteça novamente.

A ABRACE solidariza-se com as milhares de famílias que tiveram ceifadas as vidas de seus entes queridos, mas reitera que no momento, há plenas condições de se manter a realização de TODAS as feiras já agendadas.

Sim aos cuidados. Sim aos protocolos de saúde e segurança. SIM À MANUTENÇÃO DOS EVENTOS.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PROMOTORES DE EVENTOS – ABRAPE

SEM RETROCESSOS: O SETOR DE EVENTOS ESTÁ VOLTANDO E MERECE RESPEITO! 

É preciso alertar que há um grande equívoco em andamento. O surgimento de uma nova variante do coronavírus está levando muitas prefeituras a cancelarem as festas de Carnaval.

O que estes governos municipais ignoram é que há diferentes tipos de festas de Carnaval. Há evento público, evento privado em espaço público, evento privado em espaço privado.

Há prefeitura cancelando evento privado de Carnaval em espaço privado!
Evento que já está inserido em um processo de retomada dos eventos em andamento!

Entendemos a preocupação dos poderes públicos, mas, em nome de um setor responsável por milhares de empregos, exigimos que o tema seja objeto de um diálogo técnico e racional amplo.

Há centenas de eventos de cultura e entretenimento acontecendo no país, todos os dias, respeitando os protocolos sanitários e, ainda assim, os indicadores epidemiológicos continuam caindo!

Estamos gerando empregos e movimentando a economia em todos os estados. Com responsabilidade, seguindo todos protocolos sanitários, retomamos nossas atividades, impulsionando uma cadeia produtiva que envolve 54 tipos de empreendimentos.

Tudo isso em um cenário de população cada vez mais imunizada e índices decrescentes de afetados pela Covid-19.

Defendemos, portanto, que qualquer debate sobre o Carnaval 2022 deve acompanhar o processo de retomada das atividades de cultura e entretenimento que já está em andamento nos estados.

A discussão não pode ser simplista e com generalizações!

O tema deve ser regulamentado com critérios objetivos. O que deve ser discutido são os protocolos, respeitando as projeções locais e os tipos de Carnaval, que envolvem desde bailes com mil pessoas, em espaços particulares, até festas de rua para mais de um milhão de pessoas.

Muitas decisões de cancelamento estão sendo, muitas vezes, populistas, ignorando os índices epidemiológicos que até o momento servem como pilares para as decisões.

Confiamos que o processo de retomada não sofrerá retrocessos. Com racionalidade, os temas técnicos que sustentam a retomada das atividades não serão substituídos por decisões monocráticas e populistas.

Acreditamos na sensibilidade dos poderes públicos para que não tomem decisões precipitadas que atrasem a retomada em andamento.

Pedimos, também, que todos se vacinem e se envolvam na divulgação das campanhas de imunização para garantir a segurança da sociedade e de quem vai aos eventos.

Estamos otimistas mas, se necessário, vamos enfrentar as injustiças recorrendo a todos os meios possíveis para não haver retrocesso!

Queremos a continuidade da retomada com suporte da ciência, racionalidade, coerência e justiça!

Sim à retomada!
Sim à ciência!
Sim à racionalidade!
Sim à coerência!
Sim à justiça!

Fonte: Portal Radar

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