Fernanda Andrade: a Arquitetura e o Urbanismo como instrumentos de política pública para cidades mais humanas
Para a arquiteta e urbanista Fernanda Andrade, pensar arquitetura e urbanismo vai muito além do desenho de edificações ou do planejamento físico das cidades. Trata-se de compreender o espaço urbano como um direito coletivo e uma ferramenta estratégica de política pública capaz de promover inclusão social, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

Segundo Fernanda, cidades bem planejadas são resultado de decisões políticas responsáveis, baseadas em dados, participação popular e visão de longo prazo. “A arquitetura e o urbanismo precisam estar no centro das políticas públicas, pois impactam diretamente a mobilidade, a segurança, o acesso a serviços, o meio ambiente e a dignidade das pessoas”, destaca.
Ela defende que o poder público deve investir em planejamento urbano integrado, priorizando habitação de interesse social, requalificação de áreas degradadas, criação de espaços públicos de convivência, acessibilidade universal e soluções que enfrentem os efeitos das mudanças climáticas. Para Fernanda, políticas urbanas eficientes reduzem desigualdades e fortalecem o senso de pertencimento da população à cidade.
Outro ponto essencial, segundo a arquiteta, é a valorização dos profissionais técnicos nas decisões governamentais. “Arquitetos e urbanistas têm papel fundamental na construção de cidades mais justas, resilientes e inteligentes. Quando a técnica caminha junto com a política, os resultados são mais duradouros e humanos”, afirma.
Fernanda Andrade acredita que o futuro das cidades passa por um urbanismo mais sensível às pessoas, ao meio ambiente e à identidade local. Para ela, transformar a arquitetura e o urbanismo em políticas públicas efetivas é um passo essencial para garantir cidades mais equilibradas, democráticas e preparadas para os desafios do século XXI.