No Dia Internacional da Educação, Instituto SECI celebra trajetória de projeto nascido na pandemia

No Dia Internacional da Educação, Instituto SECI celebra trajetória de projeto nascido na pandemia

Iniciativa que começou em 2020 para atenuar impactos da Covid-19 hoje atende 600 crianças e adolescentes com reforço escolar personalizado e práticas esportivas inovadoras

No dia 24 de janeiro, Dia Internacional da Educação, o Instituto SECI celebra a trajetória do projeto “Educação em Movimento”, que nasceu em 2020 como resposta aos desafios impostos pela pandemia da Covid-19. O que começou como uma iniciativa para atenuar os impactos negativos do isolamento social no processo educacional de crianças e adolescentes da instituição se transformou em um programa robusto que hoje atende 600 participantes.

Desde 2022, o projeto conta com o apoio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A parceria começou atendendo 200 crianças de 5 a 12 anos, todas alunas da rede pública de ensino, em sua maioria moradoras da comunidade do Capuava, em Santo André. O crescimento do programa reflete não apenas a ampliação do atendimento, mas também o amadurecimento de práticas pedagógicas que se mostraram eficazes na transformação da realidade dos jovens atendidos.

“Sou nascido e criado na periferia de São Paulo, e minha trajetória foi transformada pela conexão entre esporte e conhecimento. Por isso, acredito que educação vai além da sala de aula. Quando o aprendizado é conectado à vivência, ao movimento e ao território, o impacto é muito mais profundo e duradouro”, afirma Guilherme Ferreira, presidente do Instituto SECI.

Reforço escolar com tecnologia e acompanhamento individualizado

Um dos grandes diferenciais do “Educação em Movimento” é o reforço escolar com acompanhamento individualizado. A metodologia permite que alunos com dificuldades específicas recebam atenção personalizada, favorecendo seu desenvolvimento sobretudo no ambiente escolar regular. Para isso, o Instituto conta com uma equipe multissetorial que utiliza recursos tecnológicos e didáticos diversificados, alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A experiência da pandemia trouxe novos desafios para os profissionais de educação, que desenvolveram práticas pedagógicas inovadoras voltadas para a realidade dos estudantes. Essas metodologias continuam sendo aprimoradas e adaptadas às necessidades de cada criança e adolescente
atendido.

Futebol educacional bilíngue para meninas

No eixo esportivo, o projeto se destaca pelas aulas de futebol educacional, com foco especial nas meninas. A iniciativa vai além da prática esportiva tradicional e inclui o ensino da língua inglesa integrado às atividades no campo, promovendo não apenas habilidades motoras, mas também cognitivas e de comunicação.

O futebol educacional trabalha valores como disciplina, respeito, trabalho em equipe e autonomia, contribuindo para o desenvolvimento socioemocional dos participantes e fortalecendo vínculos familiares e comunitários.


Compromisso com a inclusão e diversidade

O projeto “Educação em Movimento” reserva vagas para públicos prioritários, com foco especial em meninas, pessoas com deficiência, negros e pardos. A proposta é ampliar o acesso à educação de qualidade e reduzir desigualdades estruturais, garantindo que crianças em situação de vulnerabilidade social tenham oportunidades reais de desenvolvimento.

Atualmente, o Instituto SECI atende no total 1.400 jovens. Para 2026, foram realizadas 451 novas matrículas, sendo 333 vagas destinadas ao público feminino. Dessas vagas femininas, 60% são do projeto “Educação em Movimento”. A instituição também oferece o “SECI No Tatame”, com aulas de artes marciais como judô, karatê e jiu-jitsu, e o projeto de música “Solta o Som”, que estimula a expressão artística e a criatividade.

“Celebrar o Dia Internacional da Educação é lembrar que educação de qualidade precisa ser acessível, inclusiva e conectada à realidade dos alunos. Nossa experiência mostra que investir em modelos educacionais integrados é essencial para ampliar oportunidades e transformar realidades”, finaliza Guilherme Ferreira.

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