36ª Bienal de São Paulo chega à Alemanha pela primeira vez com mostra no Haus der Kulturen der Welt

36ª Bienal de São Paulo chega à Alemanha pela primeira vez com mostra no Haus der Kulturen der Welt

São Paulo, 4 de agosto de 2026 – A Bienal de São Paulo chega à Alemanha pela primeira vez. Com a exposição Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a Fundação Bienal de São Paulo inaugura no Haus der Kulturen der Welt (HKW), em Berlim, uma das paradas internacionais inéditas do programa de mostras itinerantes da 36ª edição.

A mostra fica em cartaz de 12 de setembro a 6 de dezembro de 2026 e é assinada pela Petrobras. A edição berlinense tem curadoria de Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, e, além dos trabalhos exibidos em São Paulo, apresenta ainda obras concebidas especialmente para a ocasião, com trabalhos readaptados e intervenções site-specific, com mais de trinta participantes. A Berlim chegam trabalhos que, em São Paulo, integraram uma mostra visitada por 784 mil pessoas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.

Partindo do poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, a mostra compreende a escuta como um dos fundamentos da prática da humanidade. Esse estado de atenção torna possível estabelecer múltiplas conexões com outros seres, com terras e águas, com as linhagens multigeracionais que carregamos, construindo espaços de coexistência e cuidado.

Assim como o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, de Oscar Niemeyer, no Ibirapuera, o edifício projetado por Hugh Stubbins ocupa uma posição limítrofe entre arquitetura e paisagem, à margem do Tiergarten, próximo ao rio Spree. A mostra usa essa condição como ponto de partida para pensar o que os espaços expositivos compartilham para além da geografia: a tensão entre interior e exterior, entre o construído e o vivo.

Participam desta itinerância Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Aline Baiana, Amina Agueznay, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Cevdet Erek, Chaïbia Talal, Christopher Cozier, Emeka Ogboh, Forensic Architecture, Gervane de Paula, Juliana dos Santos, Julianknxx, Laila Hida, Leiko Ikemura, Leo Asemota, Lidia Lisbôa, Lynn Hershman Leeson, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mao Ishikawa, Maria Auxiliadora, María Magdalena Campos-Pons, Ming Smith, Mohamed Melehi, Olu Oguibe, Rebeca Carapiá, Sérgio Soarez, Tanka Fonta, Theo Eshetu, Théodore Diouf, Wolfgang Tillmans.

Para Alya Sebti, a humanidade é uma prática que renovamos a cada dia, moldada pelas formas como escutamos, cuidamos e nos relacionamos uns com os outros. “Esta exposição nos convida a escutar, uns aos outros, às terras sob nossos pés, às histórias que continuam a moldar o presente e aos mundos mais-que-humanos que habitamos. A conversa iniciada em São Paulo se desdobra no HKW por meio de obras recém-comissionadas, site-specific e reconfiguradas, que entram em diálogo com as histórias, as paisagens e as comunidades de Berlim. Nesse processo, novas ressonâncias emergem, lembrando-nos de que a escuta é um modo de entrar em relação, de desestabilizar hierarquias e de abrir espaço uns para os outros”, afirma a curadora responsável pela itinerância em Berlim.

“Levar a Bienal de São Paulo à Alemanha pela primeira vez é um passo importante na internacionalização do programa de mostras itinerantes. A Haus der Kulturen der Welt é um parceiro muito significativo para esse intercâmbio, uma instituição comprometida com vozes e perspectivas que ampliam nossa compreensão sobre a multidisciplinaridade da cultura”, afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

Realizado de forma programática desde 2011, o programa de mostras itinerantes tornou-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando outras leituras e relações com públicos. Na 36ª edição, esse movimento ganha novos territórios. Agora, pela primeira vez, a Pinacoteca do Ceará se torna parceira do programa, expandindo a rede de instituições culturais que dialogam com a Fundação.

Sobre a 36ª Bienal de São Paulo
Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.

A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores master Petrobras, Bloomberg, Bradesco, Citi, Vale e Vivo.

Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.


Serviço

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática

Itinerância Berlim – Haus der Kulturen der Welt

Curadoria: Alya Sebti

Arquitetura: Gisele de Paula

visitação, 12 set – 6 dez 2026

qua – seg, 12h – 19h

Haus der Kulturen der Welt

John-Foster-Dulles-Allee 10

10557 Berlim, Alemanha

Ingresso: €5 (R$30)

Entrada gratuita aos domingos e para menores de 18 anos

www.hkw.de

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