Conheça a empresária que levou nove modelos brasileiras a “Paris Fashion Week” 2026
Com mais de 30 anos de atuação no mercado da moda, a baiana Mônica Mota está à frente da trajetória de cinco modelos que passaram pelas passarelas de grifes como Dior, Balenciaga, Yves Saint Laurent e Balmain durante a Paris Fashion Week 2026.

A temporada internacional da moda colocou novamente o trabalho da empresária baiana Mônica Mota em evidência. À frente da Model Club Agency há mais de três décadas, a profissional atua na descoberta, formação e acompanhamento de modelos que chegam às chamadas “Big Four” da moda: as fashion weeks de Nova York, Londres, Milão e Paris.
Na Paris Fashion Week 2026, principal temporada de moda do ano, nove nomes ligados à empresária participaram dos desfiles, como Josefa Santos, Luma Vitória, Amanda Nascimento, Beatriz Santos, Celine Silva, Thainá Brito, Letícia Bitencourt, Anita Pozzo e Yasmin Cunha, em apresentações de marcas como Dior, Balmain, Acne Studios, Carven, Loewe, Yves Saint Laurent, Yohji Yamamoto, Polo Ralph Lauren, Victoria Beckham, Grounds, Alaïa, Mossi, Mugler, Valentino, Jean Paul Gaultier, Sacai, Situationist, Lacoste, Burc Akyol e Balenciaga.

A preparação para esse circuito começa antes da chegada às grandes passarelas. Mônica trabalha com a identificação de novos rostos e com etapas de formação que envolvem técnicas de passarela, fotografia, postura e comportamento profissional, além do acompanhamento das modelos durante a entrada no mercado internacional.
Um dos nomes descobertos por ela é Josefa Santos, de Ribeira do Pombal, na Bahia, encontrada em 2022 e posteriormente preparada pela Model Club. A modelo acumula trabalhos para Dior, Valentino, Jean Paul Gaultier, Fendi, Loewe, Chloé, Schiaparelli, Calvin Klein e Tory Burch e, nesta temporada, desfilou pela Yves Saint Laurent, além de ter estampado a capa da Vogue Brasil em agosto.
A atuação da empresária também aparece nas trajetórias de Luma Vitória, Amanda Nascimento, Beatriz Santos e Yasmin Cunha. Luma desfilou pela Dior e Balmain depois de passar pela Carolina Herrera, em Nova York; Amanda, natural de Irecê e de 21 anos, fez seu début na Dior; Beatriz integrou o desfile da Burc Akyol; e Yasmin, de 18 anos, estreou na Balenciaga, na coleção assinada por Pierpaolo Piccioli.
“Quando falamos das Big Four, estamos falando de mercados com características próprias e de semanas que funcionam como vitrines para toda a indústria. A modelo não é escolhida apenas porque tem um determinado padrão de beleza. As marcas avaliam o perfil do casting, a identidade daquela coleção, a maneira como o rosto e o corpo conversam com a proposta do estilista e até o momento profissional daquela modelo. Por isso, a preparação precisa ser ampla: ela tem que saber desfilar, fotografar, se comportar profissionalmente, entender os compromissos que envolvem uma temporada e estar preparada para lidar com uma rotina muito intensa”, explica Mônica.
A presença de nove modelos ligadas à empresária na mesma temporada parisiense também evidencia como a formação e o acompanhamento podem se estender por diferentes etapas de uma carreira. Segundo Mônica, chegar a uma grande maison é resultado de um processo que envolve descoberta, desenvolvimento e inserção gradual no mercado, sem garantia de participação em determinada temporada ou desfile.
“Existe uma diferença grande entre descobrir uma modelo e conseguir colocá-la no mercado internacional. Depois da descoberta, começa um trabalho de desenvolvimento e de construção profissional que pode levar anos. Quando ela chega a Paris, Milão, Londres ou Nova York, passa a disputar espaço com modelos do mundo inteiro e precisa estar preparada para uma seleção que é feita de acordo com cada coleção. Por isso, uma temporada não deve ser analisada apenas pelo número de desfiles, mas pelo caminho que aquela modelo está construindo e pelos mercados que ela começa a acessar”, conclui a empresária.