Desempenho da hotelaria paulista traz indicadores previsíveis no mês de maio
ABIH-SP publica a 71ª edição da pesquisa de Desempenho da Hotelaria do Estado de São Paulo, referente a maio/26
Desempenho da hotelaria paulista traz indicadores previsíveis no mês de maio
ABIH-SP publica a 71ª edição da pesquisa de Desempenho da Hotelaria do Estado de São Paulo, referente a maio/26. Por conta da retomada da demanda corporativa, o comportamento dos indicadores foi previsível.

A taxa de ocupação (TO) apresentou ligeira alta, enquanto a diária média (DM) e o RevPar acusaram pequena retração. A entrada do outono/inverno arrefeceu a demanda dos litorais e a falta de feriados prolongados também impactou nos destinos do interior e montanha.
As grandes feiras na cidade de São Paulo contribuíram com o recorde na TO, em 2026, refletindo também na capital expandida. Já os dois primeiros dias de maio, na região da Alta Mogiana, também apresentaram resultados impactantes por conta do final da Feira Agrishow.
Neste cenário, a TO revelou alta, por conta do corporativo aquecido. Já a DM mostrou queda, após forte alta em abril. Isso refletiu também no RevPar. Na TO, 7 MRTs apresentam baixa e 5 altas, das 12 que responderam. Destaques para Capital Paulista e Expandida, com forte alta. E quedas significativas no Circuito das Águas e Estâncias, Mogiana, Vale do Ribeira e litorais.
Já na DM, a mesma proporção de altas e baixas: 5 altas e 7 baixas. Sudoeste Paulista, Litoral Norte, Vale do Ribeira e Mogiana registraram quedas expressivas, por influência do início da temporada de outono/inverno. As altas em São Paulo e na Capital Expandida deveram-se aos grandes eventos.
Por fim, 8 baixas e 4 altas no RevPar das 12 respostas auferidas. Impacto maior negativo: Mogiana. E positivo: Capital Paulista. As variações em relação abril ficaram em +1,48% na TO, -2,95% na DM e -1,51% no RevPar, em comparação com o mesmo exercício de 2025.
Nesta edição, apenas 12 MRTs responderam à pesquisa. Planalto Paulista, Noroeste Paulista e Vale do Rio Grande não responderam. Os resultados ficam mais consolidados quando todas as MRTs enviam respostas. O prognóstico de junho é um corporativo ativo, porém com variações por conta da Copa e dos dias de jogos da seleção brasileira. O feriado prolongado de Corpus Christi deve fomentar o lazer da região de montanha e interior (fazenda/campo). Já os litorais, que dependem do clima mais quente, prevê-se TO média.
O dia dos namorados pode contribuir com demandas pontuais. A parada LGBT e a Marcha para Jesus também são eventos que contribuem com as demandas no final de semana do feriado prolongado. Reiterando a informação anterior, a hotelaria depende também de um calendário inteligente de feiras e eventos. Quando concentrados em datas e meses, acabam por reduzir a oferta, inflacionar tarifas e, em última análise, enfraquecer o próprio evento. Muitos participantes não conseguem condições logísticas para visitação.
Além disso, a oferta em outras datas fica desiquilibrada – faltando muita disponibilidade em alguns casos e sobrando em outros. Nesta edição, a ABIH-SP apresenta também o desempenho de TO, DM e RevPar de cada MRT, com a evolução e comparativo de 2020 a janeiro de 2026.
Houve, novamente, a apuração de respostas de 107 propriedades (1,42% do total), com representatividade de 459 municípios (70,16% do total). Esta amostragem colhida equivale a 266.939 UHs (89,49% do total considerado). Por fim, os hotéis que retornaram representaram 14.222 UHs (5,06% da representatividade da amostragem equivalente – 266.939
Resumo e Análise
Estes dados foram ajustados dentro do novo estudo da ABIH-SP – atualização da base de hotéis, UHs e tipologia realizado no primeiro semestre de 2026. As novas informações já estão presentes resumidamente nos resultados das MRTs desta edição.
O resultado desta atualização na sua base de dados realinhou MRTs – municípios e divisões; quantidade de hotéis, resorts e pousadas por município; quantidade total e quantidades consolidadas do Estado. Esta atualização também contou com pesquisa e cruzamento de dados no Cadastur, Metaseachs, Inteligência Artificial, Sites de Prefeituras e Coventions Bureau, além de outras fontes.
Neste novo estudo, foram considerados “todos” os municípios das MRTs, pois houve a conclusão que a pesquisa abrange o Estado de São Paulo em sua integralidade e não apenas os municípios de interesse turístico. Desta forma, além de ter aumentado, agora a base espelha com mais precisão uma ideia real da quantidade de equipamentos turísticos de hospedagem disponível no Estado e por município/região.
Importante salientar que os números deste estudo não são definitivos e absolutos. E nem se sobrepõem a qualquer informação oficial dos municípios – inclusive aberto às devidas correções e erratas possíveis. O intuito desta ação foi atualizar a base de dados, colhida em março/2020 a partir dos números até 2019 (pré pandemia). Estes dados não configuram recenseamento das regiões e/ou municípios.

Na análise da relação funcionários X UHs, em abril/26 o índice apresentou queda de 0,02 pontos, auferindo 0,56 – contra três resultados de 0,58 estáveis. Este indicador, apesar da queda, ainda mantém a média de 0,57, apontando para um leve crescimento. A variação negativa foi -3,45% em relação a abril26 e de -3,33% ao início da série – julho/20.
Este mesmo índice foi repetido no 33º mês do estudo, mas recuou e não conseguiu mais recuperar a queda. A percepção dos hotéis, em geral, é que continua o desafio de contratação de mão-de-obra qualificada. Com a nova lei prestes a ser aprovada, o setor projeta uma variação brusca nas questões de adequação de escalas, custos operacionais e outras acomodações. Previsíveis, porém incertas. O Portal do Hoteleiro tem publicado ótimas discussões (Vide episódio 2 da série Pauta Hoteleira) a respeito e é recomendável, aos hoteleiros, assinantes (assinatura gratuita) acessarem pesquisas exclusivas atualizadas mensalmente sobre o “Desempenho da Hotelaria no Estado de São Paulo”, com dados estratificados por macrorregiões.
Nesta edição, a ABIH-SP apresenta também os indicadores de categoria (Econômico, Midscale e Upscale) e de posicionamento principal do hotel (Corporativo, Lazer ou Ambas Opções). De acordo com as respostas tabuladas, ambos com altas e baixas. Estas informações são relevantes para análise do desempenho dos hotéis por categoria e atividade principal.
Quanto aos indicadores de relação despesas X receita, comparando maio/26 com maio/25, houve um aumento de +7,55% neste indicador. Neste estudo não foram levados em consideração questões como EBTIDA e outras variações – considerou-se apenas RECEITA X DESPESAS, índice informado pelo hotel.
Participação associativa
ABIH-SP reitera a importância de responder a pesquisa. No campo dos comentários, a entidade recebe vários e com diversos assuntos. Uma preocupação importante é o aumento do fator de comissionamento de uma OTA específica que poderá impactar significativamente as rentabilidades de várias propriedades. A ABIH-SP já possui ações individuais e junto à ABIH Nacional no intuito de argumentar/contestar, expondo as dificuldades da hotelaria e os impactos que esta ação causará.
ABIH-SP ressalta que todas as propriedades fazem diferença nas respostas desta pesquisa. Todos comentários, sugestões e críticas são consideradas e tratadas de forma sempre a fortalecer o setor. Daí a importância de responder à pesquisa mensalmente. A ABIH-SP agradece aos hoteleiros de todas as MRTs que forneceram respostas à pesquisa neste mês de maio.
Dados da amostragem após atualização abr/2026. Resultado consolidado do Estado – Taxa de Ocupação (TO) de maio/26: 59,67%. Variação negativa em relação a abril/26: 2,95%. Acumulado do ano: 56,78%.

Resultado consolidado do Estado – Diária Média (DM) de maio/26: R$ 567,22%. Variação positiva em relação a abril: 0,99 %. Acumulado do ano: R$ 552,08.

Resultado consolidado do Estado – RevPar (RP) de maio/26: R$ 338,46. Variação negativa em relação a abri: 1,51%. Acumulado do ano: R$ 313,89.
Indicadores por Categoria de Hotéis
Declararam Econômico: 45,79 %. Upscale: 8,41%. E Midscale: 45,79%.
Indicadores por Atividade Principal Declarada dos Hotéis.
Declararam Corporativo: 61,68%. Ambos: 28,04%. E Lazer: 10,28%.
Aqui, acesso à íntegra da pesquisa
ABIH-SP é presidida por Marcos Vilas Boas. O desenvolvimento do projeto da presente pesquisa e a edição do conteúdo são de Roberto Gracioso, VP da entidade. A gerente operacional Gláucia Sangiovanni é a responsável pela coleta, tratamento e administração de dados.