Herpes-zóster ocular ameaça a visão e exige cuidados imediatos

Herpes-zóster ocular ameaça a visão e exige cuidados imediatos

Dor intensa, ardência, sensibilidade à luz e lesões na pele que aparecem concentradas em um lado do rosto são alguns dos sinais de alerta da herpes-zóster, infecção causada pela reativação do vírus da catapora que, quando atinge a região ocular, pode trazer consequências sérias, inclusive a perda visual.

Optometrist examining eyesight with diagnostic tools for female patient. Experienced healthcare provider conducts vision test, consulting on eye care treatment and prescription options. Close up.

Conhecida popularmente como “cobreiro”, a doença pode se manifestar em diferentes partes do corpo, mas ganha um nível de gravidade ainda maior quando acomete o nervo oftálmico, responsável pela sensibilidade da região dos olhos. Nesses casos, o quadro é chamado de herpes-zóster oftálmica.

De acordo com o oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá, o vírus permanece adormecido no organismo após a catapora e pode ser reativado anos depois, especialmente em situações de queda de imunidade. “Quando ele atinge a área dos olhos, o cuidado precisa ser redobrado, porque há risco de inflamações profundas e complicações que podem comprometer a visão”, explica o médico.

Entre os principais sintomas estão dor localizada, parecida com uma queimação ou choque, vermelhidão ocular, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e bolhas na testa, pálpebra ou ponta do nariz, um sinal importante de possível comprometimento ocular.

Nos estágios iniciais, a herpes-zóster ocular pode ser confundida com conjuntivite ou alergias, terçol e até nevralgia ou dor de cabeça.

Segundo o especialista, a infecção pode evoluir para quadros como ceratite – inflamação da córnea, uveíte – inflamação interna do olho e até aumento da pressão intraocular. “Sem tratamento adequado e rápido, o paciente pode desenvolver cicatrizes na córnea e perda permanente da qualidade da visão. Por isso, qualquer suspeita deve ser avaliada com urgência por um médico”, alerta.

O diagnóstico é clínico e deve ser feito o quanto antes para início imediato do tratamento, que inclui antivirais, analgésicos e, em alguns casos, colírios específicos. Quanto mais precoce a intervenção, menores são as chances de complicações.

Outro ponto de atenção é o público mais vulnerável. Pessoas acima dos 50 anos, pacientes com doenças crônicas ou com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos com maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença.

A vacina, recomendada principalmente para adultos mais velhos, reduz significativamente o risco de reativação do vírus e também a gravidade dos sintomas.

“Muitas pessoas ainda subestimam a herpes-zóster, mas quando ela atinge os olhos, pode deixar sequelas importantes. Ao menor sinal de dor ou lesões na região ocular, a orientação é procurar atendimento especializado sem demora”, reforça Fernando Naves.

O Hospital Santa Casa de Mauá está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1374 – Vila Assis – Mauá – fone (11) 2198-8300.  https://santacasamaua.org.br/ .

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *