Quais são os cuidados essenciais na recuperação de cirurgias plásticas no inverno?

Quais são os cuidados essenciais na recuperação de cirurgias plásticas no inverno?

Quais são os cuidados essenciais na recuperação de cirurgias plásticas no inverno?

Especialista esclarece mitos sobre o pós-operatório e orienta pacientes sobre a estação fria

A procura por cirurgias plásticas estéticas cresce nos meses frios. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a demanda pode aumentar até 50% durante o inverno. O Brasil segue como líder mundial na área, com 2.354.513 procedimentos cirúrgicos realizados, à frente dos Estados Unidos, de acordo com o Global Survey 2024 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em 2025. Diante desses números, especialistas reforçam um ponto importante para quem planeja passar pela mesa de cirurgia nesta época: o clima ameno não interfere no processo biológico de cicatrização e alguns cuidados continuam indispensáveis independentemente da temperatura.

Para o médico David Di Sessa, cirurgião plástico membro da SBCP e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), o principal ganho da estação está no conforto durante a fase de repouso e na facilidade de organizar a rotina pós-cirúrgica. “O frio não faz o organismo cicatrizar mais rápido. A evolução depende da técnica utilizada, da resposta individual e dos cuidados adotados depois do procedimento. O clima mais ameno facilita o uso das malhas compressivas, reduz a exposição solar e torna esse momento mais confortável para quem está se recuperando”, explica.

Pacientes submetidos a procedimentos como lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias das mamas, incluindo diferentes técnicas de mamoplastia quando indicadas, costumam precisar de peças compressivas por várias semanas. Como o resultado final leva meses para se consolidar, quem realiza a intervenção no inverno costuma chegar ao verão com o processo já em estágio avançado. É por isso que médicos recomendam considerar esse cronograma na hora de agendar o procedimento.

A escolha da tecnologia empregada durante a operação também faz parte do planejamento. Na lipoaspiração, recursos como BodyTite, laser de diodo e ultrassom podem ser indicados conforme o grau de flacidez, a espessura de gordura e as características de cada paciente, sempre com foco na retração da pele. “Essas ferramentas ajudam a tornar o procedimento mais preciso quando bem indicadas, mas não substituem uma avaliação individualizada. Cada pessoa apresenta necessidades diferentes e o planejamento segue sendo o fator decisivo para uma intervenção segura e um pós-operatório adequado”, afirma o especialista.

Tratamentos faciais também ganham espaço nessa época. Lifting facial, blefaroplastia, laser de CO₂ e Morpheus são indicados com mais frequência porque a menor incidência de radiação ultravioleta reduz o risco de hiperpigmentação e facilita os cuidados durante a fase de renovação da pele.

Segundo Di Sessa, a decisão sobre quando operar deve levar em conta a rotina e as condições de saúde de cada paciente. “O inverno oferece mais conforto durante o período de repouso, mas o sucesso da cirurgia depende de indicação correta, planejamento adequado e acompanhamento médico contínuo”, conclui.

Sobre o especialista: David Di Sessa é médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).

CRM-SP 112566
RQE 32162
Instagram: @daviddisessa

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