McKinsey divulga previsões para os negócios de moda em 2021

McKinsey divulga previsões para os negócios de moda em 2021

Toda crise traz desafios e dificuldades; mas para os que a atravessam, também apresenta lições e oportunidades. Por isto, o setor da moda que tanto busca previsões de tendências de comprimentos, cores e volumes nas passarelas, desta vez prioriza com atenção maior os trend-alerts do mercado.

E o principal alerta, de acordo com a líder mundial em consultoria empresarial americana, McKinsey & Company, é o de que a pandemia vai continuar acelerando mudanças que estavam em andamento antes da crise.

Compras seguem mudando para o digital – que portanto, representa a maior oportunidade. Já no que diz respeito ao comportamento, de acordo com a líder mundial em consultoria empresarial, os consumidores continuarão defendendo a justiça e a justiça social.

Como já era previsto, assim como em muitos outros setores, a indústria da moda sairá da crise de uma forma bem diferente da que entrou.  Tamanho, geografia e segmentos estão entre as variáveis que vão definir o desempenho das companhias.

Como recomendação, o relatório sugere que as empresas religuem seus modelos operacionais para permitir flexibilidade para tomada de decisões com mais agilidade. Segundo os dados da McKinsey, mais de 80% dos líderes das empresas de consumo e varejo relataram que estão tomando e implementando decisões importantes mais rápido do que antes.

A tendência de casualização que já estava em movimento antes da pandemia e que se acelerou ao longo de 2020 tende a emergir como força dominante em muitas categorias de moda em 2021.

Ainda entre as tendências de mercado, o relatório sinaliza que as marcas devem se preparar para o retorno da economia da experiência e para uma retomada do luxo, devido ao seu apelo de peça de investimento para o guarda-roupa pessoal.

A recuperação da economia, segundo os dados indicadores, vai acontecer onde empresas e varejistas não são fortemente dependentes de turistas, ou seja, onde o comprador é local. À medida que a penetração online acelera e os compradores exigem interações digitais cada vez mais sofisticadas, os players de moda devem otimizar a experiência digital e o mix de canais, ao mesmo tempo em que encontram maneiras persuasivas de integrar o toque humano.

Nesse cenário, escolher as próprias batalhas e encantar um nicho específico extremamente bem, soam como estratégias ideais, de acordo com Mike Hu Alibaba, o vice-presidente e gerente geral da Tmall Luxury, Fashion e FMCGS.

Já no campo comportamental, o relatório alerta que os consumidores se tornaram mais conscientes da situação dos funcionários vulneráveis na cadeia de valor da moda. Segundo os dados, 66% deles disseram que deixariam de comprar de uma marca se descobrissem que ela não estava tratando seus funcionários ou funcionários de fornecedores de forma justa.

Sustentabilidade seguirá como um importante fator de decisão para o momento da compra. E já que cerca de 12% das fibras ainda estão descartadas no chão de fábrica, 25% das roupas permanecem não vendidas, e menos de 1% dos produtos são reciclados em novas roupas, a circularidade tende a se tornar uma das principais tendências de negócios da próxima década.

Por fim, depois de demonstrar que mais produtos e coleções não necessariamente produzem melhores resultados financeiros, a pandemia destacou a necessidade de uma mudança na mentalidade de rentabilidade.

Três prioridades se esboçam fundamentais para o próximo ano: acelerar sua mudança para um modelo liderado pela demanda, reduzir a complexidade de variedades e abordar a recalibração da equação preço-volume.

As empresas precisam reduzir a complexidade e encontrar maneiras de aumentar suas métricas de vendas, adotando uma abordagem focada na demanda e em sua estratégia de sortimento.

Entre as estratégias que os executivos de moda planejam empregar para evitar o excesso de estoque no futuro, destaque para a redução no número de unidades de manutenção de estoques (61%), a melhoria da análise para insights do consumidor (60%), a implementação de uma cadeia de suprimentos mais ágil (55%).

A revisão das estruturas de sortimento, com atenção à noções básicas como sazonalidade na estação, também foi mencionada como ação estratégica para o período por 54% dos empresários,  sendo que 47% também citaram a implementação de análises avançadas, 43% a redução no lead-time de desenvolvimento do produto e cerca de 37% anunciaram mudanças para o sortimento da coleção.

Fonte: Vivian David  | Foto: Reprodução

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