Projeto do Museu do Futebol mapeia prática e memória do futebol LGBTQIA+ no Brasil

Projeto do Museu do Futebol mapeia prática e memória do futebol LGBTQIA+ no Brasil

“Diversidade em Campo” busca evidenciar memórias e histórias para além do futebol hegemônico e contribui para a promoção do respeito e inclusão

Na próxima segunda-feira (28) é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Comprometido com a diversidade e inclusão de todos os fãs de bola, o Museu do Futebol, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, está mapeando times, campeonatos, atletas e lugares relacionados à prática e à memória do futebol LGBTQIA+ no Brasil. O projeto, chamado Diversidade em Campo, é conduzido pelo Centro de Referência do Futebol Brasileiro – área do museu responsável pelo acervo e pesquisa.

A proposta é olhar o futebol de modo a evidenciar as memórias e histórias que existem para além do futebol hegemônico, trazendo à luz a pluralidade de manifestações possíveis a partir da apropriação desse esporte nos mais diversos contextos.

O material pesquisado é catalogado e disponibilizado ao público pelo site: https://dados.museudofutebol.org.br/2d#/tipo:eventos/718407,Diversidade%20em%20Campo:%20Futebol%20LGBT+

Entre os eventos referenciados estão os Gay Games (Jogos Gays), evento organizado desde 1982 que se assemelha aos Jogos Olímpicos. Além de ocorrer a cada quatro anos e contar com uma chama olímpica, a competição inclui grande variedade de modalidades, como esportes aquáticos, atletismo, basquete, vôlei, boxe, ciclismo e, claro, futebol. É o maior evento cultural e esportivo voltado para atletas e o público LGBTQIA+, com participação de pessoas de diversas orientações sexuais e níveis esportivos. Na edição de 2018, realizada em Paris, na França, o Brasil levou 60 representantes – inclusive uma equipe de futebol de 7, Bees Cats, único time da América do Sul na edição – e conquistou 24 medalhas (9 ouros, 11 pratas e 4 bronzes).

O projeto também mapeia equipes como o BigTBoys, primeiro time de homens trans do Rio de Janeiro; o Madalenas FC, time de futebol de São Paulo voltado para mulheres não heterossexuais que valoriza o respeito, a aceitação e a diversidade; o Real Centro FC, time de futebol de 7 criado nos anos 90 por um grupo de homens homossexuais; e o Bharbixas Esporte Clube, time de Belo Horizonte que venceu a primeira edição da Champions Ligay, em 2017, e cuja missão é “revolucionar a cultura desportiva do país ao criar um espaço receptivo e seguro, onde toda e qualquer pessoa LGBTQIA+ possa praticar esportes, desconstruindo o preconceito e semeando a diversidade”.

Apesar de ser uma iniciativa inédita, o Diversidade em Campo não foi o primeiro projeto relacionado ao esporte LGBTQIA+ do Museu do Futebol. Em maio de 2017, em parceria com o Intermuseus e como parte da programação da 15ª Semana de Museus, a biblioteca do Centro de Referência do Futebol Brasileiro foi sede do encontro Violências Indizíveis. A partir do tema “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”, membros de coletivos, pesquisadores e atletas trouxeram reflexões sobre a representação de gênero dentro do futebol e do próprio museu, que resultou em um minidocumentário e no debate sobre como aumentar a visibilidade da luta e história LGBTQIA+ no acervo da instituição.

SOBRE O MUSEU DO FUTEBOL

O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país. É uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.

A Temporada 2021 do Museu do Futebol tem o patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que também patrocina o programa “Museu Amigo do Idoso”. Tem como apoiadores: SporTV/Globo, EMS Farmacêutica, TIVIT, Evonik Brasil, Pinheiro Neto Advogados e Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Rádio CBN, UOL, Revista Piauí, Gazeta Esportiva e Guia da Semana são seus parceiros de mídia. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a organização social responsável pela sua gestão.

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