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Projeto une arquitetura, arte e sustentabilidade para oferecer novas oportunidades na periferia de São Paulo

Projeto une arquitetura, arte e sustentabilidade para oferecer novas oportunidades na periferia de São Paulo

Lançado na 17ª Bienal de Veneza, o Projeto para a nova sede do Instituto Favela da Paz, assinado pela arquiteta Patrícia O’Reilly do escritório de arquitetura e urbanismo Atelier O’R, com a participação do multiartista Alexandre Mavignier, amplia a capacidade de atendimento às famílias da comunidade Jardim Ângela, na capital paulista e será um projeto piloto, com possibilidade de ser levado a outros bairros e cidades brasileiras e do mundo.

Por que não unir arquitetura, arte e sustentabilidade para amplificar os horizontes de quem vive em comunidades que estão à margem da complexa malha urbana e suas facilidades? É com essa premissa que o projeto para a nova sede do Instituto Favela da Paz foi criado: potencializar o que já vem sendo produzido pelo Instituto há 25 anos. O projeto é revolucionário em conceito para requalificação urbana e especialmente em sistemas construtivos sustentáveis, tecnologia e arte, que está exposto na 17ª Bienal de Veneza, que acontece até 21 de novembro, fazendo parte da exposição Time Space Existence, com a curadoria da Saphira Ventura Gallery e NYICAS – New York International Contemporary Art Society de Nova Iorque.

O projeto para o Insituto Favela da Paz, além de uma nova sede, totalmente construída de forma sustentável e com aparato tecnológico para apoiar as iniciativas para a comunidade, também irá revitalizar todo o entorno, conectando a nova sede com a antiga, que hoje é localizada na casa de seus fundadores. Serão mais de 18 mil m2, incluindo a nova sede, um campo de futebol, os galpões aonde deverão acontecer as oficinas oferecidas à comunidade do Projeto Materializa, já em obras, em Parceria com o IPT, a área de requalificação urbana e a praça da árvore.

A praça trará uma das grandes novidades do projeto, a Solarpalm, com design assinado por Atelier O’R e pelo artista Alexandre Mavignier, que ludicamente representa a importância da sustentabilidade e preservação do meio ambiente. A Solarpalm é uma estrutura de madeira, árvore feita de árvore, com 8m de altura, com um design paramétrico arrojado, que tanto lembra a palmeira, espécie originária das nossas matas brasileiras, como as asas de um anjo, se vista sob um outro ângulo. Esta será a primeira de 25 árvores que serão “plantadas” pela cidade de São Paulo. Todas terão WiFi gratuito e sistema de captação da energia solar para carregar celulares e tablets, decibelimetro, medição da qualidade do ar, estação meteorológica, câmeras de segurança, somando 15 serviços gratuitos para a comunidade local.

Entre os diferenciais do projeto para a Favela da Paz, além da integração entre arte e arquitetura e a inclusão de tecnologia de ponta para os moradores estão a formação de mão de obra local nos sistemas construtivos sustentáveis aplicados no projeto, atraindo a comunidade para aprendizado e treinamento, participando ativamente da obra, transformando-os em agentes multiplicadores da consciência sustentável e oferecendo mais uma frente de emprego e renda para a comunidade.

Hoje, o Instituto Favela da Paz é uma rede de empreendedores sociais que atende a mais de 500 famílias, com projetos voltados para arte, cultura, sustentabilidade, esporte, saúde e educação em uma das periferias mais carentes da cidade de São Paulo. A nova sede ampliará esse atendimento propondo novas inclusões, além de ser um exemplo que poderá ser replicado não apenas em outras comunidades paulistanas, mas em outras cidades ao redor do mundo. A obra está prevista para iniciar em março de 2022 e ser entregue em dezembro do mesmo ano, dependendo da captação de recursos, que deve iniciar dentro de 40 dias.

 

Sobre o Instituto Favela da Paz

Claudinho Miranda há 30 anos convidou seu irmão Fábio Miranda e mais alguns amigos para montar uma banda e promover solidariedade, cultura, lazer, dentre tantos outros projetos oferecidos à população da periferia do bairro Jardim Nakamura, região sul de São Paulo. Claudinho Miranda começou a fazer música com 9 anos de idade e Fábio Miranda criando os instrumentos a partir do lixo em um bairro considerado pela ONU dos EUA o mais violento do mundo durante duas décadas, e seu sonho coletivo era “Mudar o lugar sem se mudar de lá”.

Depois de criar a Banda Poesia Samba Soul, em 1989, e, a partir daí, promover arte e oportunidade para crianças e jovens, ambos criaram o Instituto Favela da Paz, em 2010, que hoje é formada por músicos, artistas  independentes, articuladores culturais e os princípios que sustentam as iniciativas do instituto são os valores da comunidade, cooperar e compartilhar dons e sentimentos, fazer da escassez a abundância.

Saiba mais em www.atelieror.com