Rede Adventista se programa para receber os alunos no segundo semestre

Rede Adventista se programa para receber os alunos no segundo semestre

Com todos os professores imunizados, as expectativas para o retorno das aulas presenciais carregam novos desafios

São Paulo anunciou o novo plano de retomada das aulas presenciais da Educação Básica, para que a partir de agosto os alunos possam retornar às escolas. Nesta nova etapa, a Rede Adventista de Educação ABCDM já está pronta para receber os estudantes com todos os protocolos de segurança e todos os professores já vacinados. Cada unidade trabalha com um plano de retomada levando em consideração a realidade da comunidade escolar, sendo que o retorno presencial não é obrigatório.

De acordo Marizane Piergentile, diretora de educação das unidades do ABCDM e Baixada Santista, a tão esperada volta às aulas traz alguns desafios para os educadores. “A defasagem nos estudos, os efeitos colaterais do isolamento no emocional dos alunos, a necessidade de ressocialização e os assuntos que terão de ser abordados em sala a partir de agora”, explica.

Para o professor William Alexandre de Oliveira da unidade de São Bernardo, o retorno é uma mistura de receio e curiosidade, mas acima de tudo, muita alegria. “Passamos por uma turbulência e tivemos que nos reinventar. Agora a esperança de voltar com os alunos em sala de aula exigirá mais uma reinvenção, pois a forma que estávamos acostumados a dar aula nunca mais será a mesma”, afirma o professor.

O Colégio Adventista demonstra as melhores expectativas, com a maioria dos professores imunizados com as duas doses e prontos para receber os alunos sem riscos com novos aprendizados no horizonte.

Para Jéssica Aguilar Iwai, professora de matemática na unidade de Mauá, após entender qual era a proporção do que estava acontecendo e qual era o perigo da doença, os educadores refletiram sobre a importância do papel formador que eles possuem na vida de cada estudante. “Eu acredito que a nossa evolução nas aulas teve uma grande diferença. Pessoalmente, pude ver eu e meus colegas evoluindo como profissionais e abrindo um novo olhar para a educação. Buscamos ensinar de outras maneiras, uma vez que o ensino estava cem por cento digital”, conta.

Os orientadores têm o desafio de controlar as emoções das crianças e jovens que estão à flor da pele e ansiosos para ver uns aos outros novamente. “Se eles já voltam eufóricos após um mês de férias, imagina após quase dois anos de isolamento. Nós precisaremos ser mais flexíveis e entender que a aula precisa ser prazerosa para atender as euforias dos alunos neste momento”, aponta a professora.

No entanto, a maior dificuldade não é a de controlar as emoções dos estudantes, mas sim a de correr atrás do aprendizado que sofreu com algumas defasagens durante o ensino digital. “Vamos encontrar alunos em outra realidade do que vemos online. A mesma criança, mas em outra realidade. As aulas não serão como eram em 2019, nossos desafios são outros e precisamos estar prontos para fazer nosso trabalho com excelência nesta nova etapa”, conclui a educadora.

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